quinta-feira, 30 de julho de 2009

Indignada...um desabafo

Escrevo pra você. É, você mesmo. Você, que ao sair da FFPNM, formará pessoas, afinal, é isso que se espera de um professor. Mas, o que me move para escrever essa coluna, são colocações de alguns estudantes que me surpreenderam como “O Brasil é uma merda mesmo, olhe onde a educação veio parar, nas minhas mãos”; ou “eu finjo que ensino, os alunos fingem que aprendem, e no final do mês o salário estará no meu bolso mesmo”; “não estou aqui para mudar nada, só para ter um curso superior e fazer um concurso público para poder ganhar mais”. Frases como essas, jamais esperei ouvir de formadores de pessoas. Não consigo ver a menor graça nesse tipo de comentário e, acredito, que as pessoas que realmente levam o curso a sério, também não.
Sabemos que a maior parte dos integrantes da nossa universidade não estão aqui porque queriam como primeira opção, mas se não é o que querem para vida, para quê fazer? Para afundar ainda mais a nossa educação? Acredito que não seja esse o tipo de profissional que precisamos.
Ouvi de uma professora, em meu primeiro dia de aula, que “se queríamos mudar o mundo, de alguma forma, esse é o lugar”.

2 Interações:

Rafael 3 de agosto de 2009 09:20  

Quando o estado der suporte e salário suficiente para o graduando ou professor deixar de pensar em ganhar mais dinheiro, talvez eles parem de falar essas frases sem graça.

Michel Chaves 3 de agosto de 2009 23:37  

Colocações como:

“O Brasil é uma merda mesmo, olhe onde a educação veio parar, nas minhas mãos”;
“Eu finjo que ensino, os alunos fingem que aprendem, e no final do mês o salário estará no meu bolso mesmo”;
“Não estou aqui para mudar nada, só para ter um curso superior e fazer um concurso público para poder ganhar mais”.

De fato, é corriqueiro e não plausível dentro de uma academia. Portanto, isso é reflexo de toda a crise de paradigmas que a própria academia convive. Onde deveriam estar mentes pensantes, ativistas políticos e formadores de opiniões estão os “titulados” em busca de alunos que reproduzam seus discursos. Ora, uma academia que é criada para ser a mente pensante, àquela que irá dá soluções a problemas, vide a USP que participou ativamente da Crise Econômica, não acontece na UPE e muito menos na FFPNM. Os investimentos baixíssimos, a pouca vontade dos próprios discentes a almejar algo e se organizarem em prol da melhora do próprio curso reflete na própria sociedade. O agregamento para paralisações e outros não acontecem por falta de mobilização e sectarismo no movimento.

E pra finalizar:

“Ouvi de uma professora, em meu primeiro dia de aula, que “se queríamos mudar o mundo, de alguma forma, esse é o lugar”.

Discordo da docente acima. O lugar onde DEVEMOS é academia sim, mas, nosso maior instrumento que deve ser mudado é nossa sala de aula (como docente). Alias, devemos mudar muita coisa, começando por alguns que negam a existência de um Movimento Estudantil combativo e lutando por melhorias e qualidade de ensino.

Que a FFPNM seja pesquisa, ensino e extensão.

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